quinta-feira, 19 de fevereiro de 2026

A escolha do nome do bebê

 

         
         Saudações, prezados leitores! Bem-vindos ao Blog Datas e nomes.

Quando uma mulher descobre estar grávida, uma das primeiras coisas em que pensa é no nome que dará à criança e, muitas vezes decidir isso não é uma tarefa fácil. Quero pontuar aqui algumas questões que considero importantes.

Eu, como católica, não acredito em numerologia, cabala ou coisas do tipo e nem que nome ou data de nascimento (“signo”) influenciem na personalidade da pessoa. O que eu acredito é no que o padre Duarte Lara uma vez disse em uma pregação: ao escolher o nome de um santo ou de uma santa para seu(a) filho(a), ele(a) terá a proteção desse santo. Bom, embora não influencie a personalidade, o nome faz parte da identidade da pessoa, é a primeira forma como o mundo a reconhece e como ela se apresenta ao longo da vida. Sendo assim, é preciso cuidado e carinho para escolher.

Primeiramente, o nome deve agradar a ambos os pais. Se um dos dois escolhe o nome, o outro tem que gostar minimamente dele e se sentir confortável. Em segundo lugar, a escolha cabe aos pais, não aos avós, padrinhos etc. Já vi relatos de pessoas dizendo que mãe, pai ou sogros desaprovaram o nome e insistiam para que fosse mudado. Isso é muito desagradável. Os avós devem respeitar a decisão dos filhos. Eu penso que só interviria se minha filha ou meu filho quisesse dar um nome muito esdrúxulo ao meu neto rs; caso contrário, não cabe a mim opinar.

    Entretanto, não basta apenas que os pais gostem do nome. É importante pensar se o(a) filho(a) irá gostar dele e se esse nome pode causar constrangimento para a criança. Uma vez eu vi uma mulher no Instagram chamada Cinderela e ela contou de todas as situações difíceis que ela passou por conta do nome (inclusive ligar para serviços e pensarem ser trote).

    Desaconselho fortemente nomes como Nina, Tom, Dom, Bela… Considero ótimos apelidos e acho que caem muito bem em bebês e crianças pequenas, mas é preciso pensar nessa criança como um adulto em ambientes formais. Nina, por exemplo, soa muito afetuoso e íntimo para ser o nome pelo qual essa mulher será tratada no futuro. Em vez de Léo, por exemplo, é preferível Leonardo. Assim, em documentos e ambientes formais, ele será tratado pelo nome completo, e em casa, com familiares e amigos, poderá ser chamado pelo apelido.

Se alguém que está esperando um filho, mas não faz a menor ideia de qual nome escolher (porque nunca pensou seriamente nisso antes) me pedisse um conselho, eu diria: “fuja” do top 20 do ano anterior. Assim, você evita muitos xarás na escola, nas atividades extracurriculares ou em ambientes públicos, quando precisar chamar seu filho em voz alta. Considero esse um ponto importante, mas, se a popularidade não importa para você, ou ainda, se você prefere nomes mais aceitos e populares atualmente, então, eu diria o contrário:  "vá de" top 20 rs. 

    Em outra situação, se alguém sempre amou um nome, já o decidiu com o marido (ou esposa) até antes do casamento ou se esse nome tem um significado muito forte (como uma devoção a um santo ou uma homenagem a alguém querido), mas fica receoso por perceber que ele está se tornando popular ou “modinha”, eu diria: vá em frente. Muitas vezes, analisamos dados, mas o coração fala mais alto. Para você, ele ou ela não será apenas mais um com aquele nome: será seu filho, sua filha, alguém especial. Além disso, a popularidade de um nome é algo difícil de prever e sobre o qual não temos controle. Lembro que, no início dos anos 2000, meu falecido professor de matemática contou sobre o nascimento de suas netas gêmeas na Itália:Manuela e Valentina. Na época, esses nomes me marcaram por soarem como novidade. Hoje, são bastante populares.

É imprescindível escrever o nome completo e lê-lo várias vezes para verificar se não ocorre nenhuma cacofonia, como em Filipe Pinheiro (que acaba sendo lido como “Filipi Pinheiro”) ou Bianca Castanho. Analise se o nome combina com o sobrenome (sonoridade, ritmo) e se o nome vem de outra língua, como ele soa no português.

Outrossim, é interessante falar o nome em voz alta. Imagine-se chamando a criança, converse mentalmente com ela e perceba se o nome soa bem para você, se é algo de que você realmente gosta. Vale ainda refletir se o nome tem escrita e pronúncia simples, evitando correções constantes ao longo da vida (caso isso seja uma preocupação para você).

No fim, escolher um nome também é um exercício de confiança: no próprio gosto, na própria história e no amor que já existe antes mesmo do nascimento.

 

Qual a opinião de vocês sobre isso? Para quem tem filhos, como foi o processo de escolha dos nomes? Adoraria saber!

 

Abraços e até breve!


PS: Sábado teremos nome sob encomenda.


Fonte da imagem - www.freepik.com


12 comentários:

  1. Acho importante o nome, pois é o carregamos a vida inteira,e depois da nossa morte alguém vai lembrar... é nosso maior bem... gostei da explicação do texto.... muito bom... Parabéns...

    ResponderExcluir
  2. Muito valioso esse texto para quem ainda vai precisar dar nome a um filho ou filha. É uma escolha que vai durar a vida toda e até depois dela.

    ResponderExcluir
  3. A escolha dos nomes próprios é algo tão importante, sublime e íntimo, além de ser encantador. Talvez a 2a. decisão mais importante atrás da escolha de ter filhos. Deveria ser levado mt mais a sério e ponderar tudo o que vc mencionou no texto. Isso evitaria umas bizarrices e constrangimento que a gente encontra por aí.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. A listinha dos masculinos com a letra O, são apenas 2: Olavo e Otto.

      Excluir
    2. Com certeza, é muito importante. Tem que ser escolhido com responsabilidade.
      Gosto também de Olavo e Otto, mas com menção honrosa a Oliver (para meninos nascidos em países anglofonos)

      Excluir
  4. Como professora, vejo alguns nomes peculiares e que nem ao certo como se pronuncia, colocando-me em uma situação complicado durante a chamada. Também conheço alunos que não gostam do próprio nome e pedem para serem chamados pelo segundo nome ou por um apelido. Realmente é importante pensar bem antes de escolher para não parecer que queria castigar a criança.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Bem isso! Já vi cada história também, de constrangimento por conta do nome. O bom é que hoje em dia é mais simples mudar o nome.

      Excluir
  5. Adorei o texto! Também não usaria nomes "modinha", mas isso não significaria, claro, a escolha por um nome difícil ou extravagante. E essa febre dos nomes curtos que poderiam ser apelidos me causa estranheza, porque fico justamente pensando no futuro, na vida adulta e profissional dessa pessoa... Sou da Pastoral do Batismo na minha paróquia, e ultimamente daria para fazer um "bingo" com os nomes (quase 100% modinhas ou extremamente curtos rs).

    ResponderExcluir
  6. Dicas valiosíssimas! Algo parecido aconteceu comigo quanto à escolha do nome Manuela... sempre achei muito bonito tanto sonoramente quanto seu significado. Também acho lindo o apelido (sempre soube que teria minha Manu, rs). Quando escolhi, logo em seguida a Eliana engravidou e escolheu sua Manuela, achei que se tornou bastante comum por influência dela, não sei se é apenas impressão minha. Mas de qualquer forma, mantive a escolha do nome apesar da popularidade na época.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Com certeza a escolha da Eliana influenciou... aconteceu com muitos nomes.
      Obrigada pela partilha 🤗

      Excluir

Mais visitados